"LEVE-LEVE"

Em São Tomé a expressão “leve-leve” traduz um modo de vida. “Leve-leve” quer dizer devagar e é devagar que tudo se faz em São Tomé. Não me lembro de nenhum outro sítio onde a sensação de tempo parado fosse tão forte e tão presente. As horas arrastam-se pelos dias e as pessoas não correm atrás de nada nem de ninguém. Não vale a pena ter pressa porque a pressa não tem sentido.

Esta “slow life” é balizada por uma economia de subsistência em que pescar, partir um pouco de lenha para cozinhar, colher o que a terra dá (e dá quase tudo), alimentar a família, lavar a roupa no rio ou vender pequenas coisas na rua ou no mercado, asseguram a vida diária. As poucas pessoas que trabalham nos serviços ou no pouco turismo que vai havendo, mantêm a mesma filosofia de vida. E tudo vai andando “leve-leve”. Os dias, que começam e acabam cedo, repetem-se assim ao longo do ano, numa terra sem grandes variações climáticas, atravessada pela linha do equador, onde o calor e a humidade são uma constante.

A ilha está coberta por uma vegetação exuberante e densíssima que faz lembrar a selva amazónica.  O verde da paisagem é por vezes interrompido por alguns aglomerados de pequenas casas de madeira construídas sobre estacas e por grandes superfícies coloridas de roupa a secar ao sol. Porcos e galinhas passeiam-se com o mesmo à vontade dos nossos cães e gatos, inconscientes do fim que fatalmente os espera.

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Isabel Almasqué





Turisti

Não são peças de museu, nem vistas de cidade a não perder ou mesmo petiscos de outros lugares que nos enchem a boca de sabores...
Por eles não viajamos e até os tentamos evitar. 
Aos magotes numa linda praça, em fila para uma catedral, sempre seguindo, num braço ao alto, a bandeirinha a não perder.
Mas afinal, o nosso olhar turista também deles fez uma atracção e na surpresa de serem olhados, deixam escapar expressões não editadas pelo contexto habitual.
São os turistas!




SUGESTÕES




Waldahaus Sils…
um “Paraíso  prometido” mais perto do céu

As janelas do quarto abrem-se sobre a paisagem que encanta. Lago, montanhas, floresta, nuvens, sol, lua reflectem na sua interacção algo inescapável da vida: a mudança, que é constante, mesmo que ancorada no que nos parece sólido e eterno.



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