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A reforma dos elefantes

Todos nós pensamos na reforma, o dia que há-de chegar em que nós podemos deixar de trabalhar sem sentimentos de culpa.

A maioria dos animais de trabalho não tem essa opção. Trabalham até morrer. Hoje em dia começa a haver reconhecimento pelos animais que trabalharam uma vida inteira.

Este é o caso de uma organização na Birmânia que conseguiu angariar fundos para estabelecer uma pequena fundação para a protecção de elefantes que trabalharam na indústria madeireira.

O grupo, em residência actual, tem entre 50 e 64 anos.
Estabeleceram-se no meio de uma floresta, junto a um riacho lindo e acolhem visitantes que queiram passar um dia na vida dos elefantes.
Começando por os levar ao rio para serem lavados, podendo escolher ir em cima do elefante ou a pé ao lado, e de lhes dar de comer. De forma tão íntima, que até se pode meter a mão dentro da boca deles,
São gigantes tímidos e cheios de carinho, inteligentes e com uma sensibilidade surpreendente.

É uma experiência extraordinária, sentir uma ligação, por muito pequena que seja, com os elefantes.

Pedro Leitão
Video by Pedro Leitão and Vanya on their visit to the Green Hill Valley Elephant Camp, a project in the Kalaw area which is focused on protecting the local ecology, elephants and traditions of the local people.

Fotos de Pedro Leitão

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Apercebi-me que a frase “deixar de trabalhar sem sentimentos de culpa”, do texto do Pedro sobre os elefantes reformados, ficou a pulsar nos meus ouvidos. Do nada, a minha atenção embrulhava-se com a ideia da reforma. A reforçar este tema fui ver o filme “Juventude” onde um famoso maestro e

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Escrito por

Nasceu em Lisboa. Vive em Nova Iorque. Dirige um fábrica de produção artesanal de azulejos em Azeitão. Viajante e cavaleiro inveterado.

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