De A a Z, tudo se pode fazer DE OUTRA MANEIRA...
 

USA coast to coast

NY. Dezembro de 1983, dois graus negativos.
Eram decorridos cinco meses desde o início do Internato Médico que consumia cem horas por semana de trabalho e quase toda a nossa energia. Sentados à mesa do Café Orlin no Lower East Side, olhávamos a neve a tornar brancas as ruas da cidade. Tínhamos comprado, nesse Verão, uma Kawasaki 550 GPZ com a qual descobrimos as praias de Long Island. Enquanto o Manuel desfolhava as páginas do «Cycle» surgiu-lhe a ideia de concluirmos a nossa estadia nos EUA com uma viagem cross country. Assim nasceu este projecto ao qual entreguei parte dos meus sonhos nas horas mais cinzentas de cansaço. Imagens não nos faltavam…Easy Rider e Kerouac faziam parte dos nossos mitos de adolescência.
1986 chegou com o fim do Internato de Medicina Interna e intenso estudo para exames de saída. O projeto ainda sobrevivia apesar das tramas da vida. Tínhamos então uma BMW R100, a Kawasaki pertencia agora ao nosso amigo Saeed que, confirmando a sua generosidade, nos emprestou a nossa antiga moto. Como só podíamos iniciar a viagem em Outubro comprámos algum equipamento para o frio. Estávamos um pouco preocupados com a Kawasaki. O Saeed, ao contrário da filosofia do «Zen and the Art of Motorcycle Maintenance», deixa as suas viaturas seguirem um caminho natural e rápido para o apodrecimento desleixando qualquer esforço de manutenção. No entanto a Kawasaki, numa sumária revisão, parecia ter as condições essenciais e lá partimos numa quarta feira quente de Outubro rumo ao Centro e Sul do país.

usa coast to coast

WASHINGTON DC
Douglas vivia nos subúrbios e era amigo de Portugal. Há muito queria dar dinheiro à Universidade de Faro, mas ninguém o queria aceitar. Um amigo tinha conhecido Douglas num comboio entre Lisboa e Faro. Avisado de antemão da nossa chegada esperava-nos com os filhos no jardim de uma grande casa. A sua gentileza trespassava a sua óbvia loucura, na meia hora após a nossa chegada vestiu e despiu o casaco vinte vezes, parecia querer ir a algum lado, mas nunca foi. Preparou-nos a cama na cave, pressuposta sala de jogos das crianças, onde apenas habitavam centenas de grilos, que ele sem dúvida ignorava. A mulher, francesa e charmosa, preparou-nos um delicioso jantar na companhia de um jovem casal dos círculos financeiros washingtonianos. A discrição dele contrastava com a exuberante acompanhante de formas contornadas por um vestido verde-acetinado. Muito viajada, conhecia bem Portugal. Lembrava-se ainda dos tempos em que nos rótulos da Água do Luso vinham anunciadas, como virtude terapêutica, pequenas doses de radioactividade. Foi com algum alívio que na manhã seguinte deixámos Douglas para trás mais as suas mudanças de casaco, mas não escapámos a mais uma tentativa de oferecer dinheiro a Portugal. Fez-nos telefonar para Faro, mas felizmente o nosso contacto não estava lá.
Só depois de Washington nos sentimos em pleno Continente. Subimos as montanhas de Virgínia e percorremos ao longo da sua crista ondulante, a Skyline Drive, alternando verdes de floresta e vistas longas da planície que já se estendia a Oeste. Os sinais, junto à estrada, de atenção aos veados não eram apenas ornamentais, alguns exemplares de respeito surpreenderam-nos na rapidez da sua fuga.

Já no quarto dia de viagem, parámos num café em Tazewell em frente duma garagem. Ao sair reparámos que a Kawasaki tinha um furo no pneu de trás. Que conveniente! A única avaria da viagem!

A época tardia do ano deixava-nos um pouco inquietos com o tempo, aproximávamo-nos rapidamente de Tennessee e os jornais falavam de cheias transbordantes do Mississípi. Estradas apenas por barcos navegáveis e outros obstáculos pouco adequados ao nosso transporte. Resolvemos parar em Nashville, como que para adiar a aproximação do rio ameaçador.

NASHVILLE
Lou, ex-piloto, trabalhava com o sonho de se reformar e partir em circum-navegação marítima. A mulher, mãe de filhos crescidos, vivera ansiosa as horas que o marido passara no ar para agora viver maior susto: a ideia detestável de viver num barco ou deixar o marido partir sozinho no seu sonho. O tempo de reforma decorria já há alguns anos e o casal parecia ainda enraizado em Nashville. O que fora dos sonhos de um e dos medos do outro? A casa de um só andar tinha um enorme jardim arrelvado onde, por debaixo de uma árvore gigante, deparámos com um enorme iate: a reforma do Lou… A construção do barco mantinha o casal unido, mas enquanto ele sonhava partir ela temia o dia em que o barco rolaria até ao mar. Deixámo-los entretidos com aquele compromisso. Os jornais continuavam a falar de cheias, mas de certo que o barco não estaria pronto para estas. Anos mais tarde recebemos uma foto do barco nas águas do Golfo da Flórida. Quem sabe em que águas iria Lou navegar…

Como que inspirados por tantos desejos de navegação decidimos seguir rumo a Oeste para onde o Mississípi parecia estar mais controlado. Como se tudo não tivesse passado de uma encenação, o rio em Memphis deparou-se-nos calmo. Uma ponte de ferro atravessava as águas lamacentas que correm entre o Tennessee e o Arkansas. Depois das planícies do Tennessee a pequena cordilheira que junta Arkansas e Oklahoma foi uma agradável surpresa. Já na descida, numa curva em V, sem que se nos pudesse escapar ao olhar, um pequeno restaurante com enormes antenas parabólicas anunciava comida caseira. Na estrada a gastronomia nem sempre é de qualidade mas desta vez, em Talihina, fomos muito bem servidos. Continuámos a subida às terras frias do Novo México com uma paragem em Santa Fé, onde o nosso projecto de um passeio de balão foi impossibilitado por uma premonitória tempestade matinal. Mesmo assim decidimos continuar…

NEW MEXICO, TAOS
Gail, robusta e afável mulher, vivia numa casa de adobe que ela própria construíra segundo costumes índios da região. A casa isolada no planalto, perto de um riacho de formas arredondadas e cor suave de terra e areia enquadrava-se calmamente na natureza. Nas paredes cremes, Gail fotógrafa, expunha algumas das suas obras: gentes e paisagens do Novo México falavam do renascer das raízes índias, em cores suaves de pastel. Gail não estava isolada, do alto da montanha organizava e participava em inúmeros acontecimentos artísticos. Era-nos óbvio que aqui as distâncias eram ultrapassadas pela facilidade de comunicação.

NEW MEXICO, ARROYO HONDO
Descendo o vale da casa de Gail, do lado de lá do rio, havia um pequeno estabelecimento onde nos refugiámos da chuva que nos surpreendeu durante um passeio. A temperatura baixara rapidamente desde a noite anterior. Foi com alívio que nesta loja encontrámos um ambiente aquecido por uma velha salamandra. Tito, o dono, acolheu-nos sorridente por detrás do balcão. Tinha as suas memórias expostas na loja: pequenas figuras, medalhas, fotografias, recortes do jornal da altura em que participara na campanha eleitoral de John F. Kennedy. Tito lembrava-nos, assim, que ainda estávamos no mesmo país que deixáramos em Washington. Muito andara Tito antes de se fixar na terra das suas origens. Aos poucos, com a conversa, provámos todos os rebuçados da loja e antes de nos deixar partir, pôs o seu chapéu de cowboy e tirámos a foto que um dia se juntaria às memórias da loja.

Apesar dos conselhos de Gail aventurámo-nos a seguir caminho numa manhã cinzenta, para logo nos vermos bloqueados por uma tempestade de neve. Três dias depois, logo que o Sol apareceu, fizemo-nos à estrada, após algumas dificuldades em pegar a BMW que aparentemente não gosta do frio. Por estradas rodeadas de neve, vestidos com toda a roupa que tínhamos, tentámos chegar ao Colorado o mais rapidamente possível.

Não queríamos deixar de visitar as aldeias índias duma época muito anterior à descoberta da América por Colombo e inexplicavelmente abandonadas pelos seus habitantes há mais de 700 anos. Só descobertas por acaso nos finais do século XIX, os « Indian Pueblos », escondem-se em gargantas naturais das paredes vertiginosas dos Canyons.

COLORADO, DOLORES
Nunca é tarde para recomeçar. Gwen, jovem avó de 50 anos tinha enviuvado e estava saturada da vida urbana de Los Angeles. Tinha decidido comprar, com todas as suas economias, um pequeno rancho no Colorado com uma magnifica vista das Rocky Mountains. Gwen geria o rancho com a ajuda da filha que trabalhava na caixa do supermercado local. Era curiosa e informada, guiava os seus tratores, tratava dos animais e estampava-se-lhe no sorriso a energia deste novo projecto. A filha apoiava a decisão da mãe mas também ela, um dia, poderia escolher partir. À mesa do pequeno-almoço ofereceu-nos bolos caseiros e falámos da mobilidade nos EUA. Boa sorte Gwen.

coast to coast

Deixámos finalmente para trás as terras frias e seguimos as estradas a perder a vista do Arizona. Deserto cor-de-tijolo com os seus picos esculpidos pela chuva, vento e gelo, tão familiares dos filmes de «cowboys» do John Ford.

De repente, como surgido da televisão da nossa infância, ali vinha um «road runner» (beep beep). Pescoço lançado na velocidade não exagerada da banda desenhada, vinha direito às rodas da minha moto, tentei sincronizar a minha velocidade para que ele passasse entre as rodas! Deixou para trás uma nuvem de penas, mas seguiu trôpego o seu caminho. E nós também… Do «coyote» só vimos os rastos…
Já no Arizona deixámos as motos pernoitar nas margens do Grand Canyon enquanto nós dormimos lá no fundo junto ao rio. O parque controla diariamente o número de pessoas que podem descer. Obriga-nos a obter uma licença e mantém tudo sem o menor vestígio de lixo. Lá em baixo dormimos em camaratas e as refeições foram servidas em longas mesas de madeira.

Apesar de nos sentirmos longe da civilização, não faltava um telefone público de onde logo à primeira se conseguia falar para Portugal. A subida é penosa e foi com as pernas ainda bamboleantes que seguimos caminho.
O calor chegou com os desertos da Califórnia. No impressionante Death Valey, visitámos Ryolite, uma cidade fantasma apenas com um bar aberto. As madeiras bem conservadas pelo tempo seco do deserto faziam-nos imaginar o princípio do século aquando da exploração activa de minério.

Outros por ali tiveram maiores sonhos. O conhecido Scotty´s Castle é uma janela sobre os loucos anos 20 e a depressão dos anos 30. A história narra que Walter Scott, um garimpeiro, actor e aldrabrão, convenceu o milionário Albert Mussey Johnson a investir nas suas minas de ouro no Death Valey. Embora as minas se tenham revelado uma fraude, Mussey Johnson apaixonou-se pela região e comprou um rancho no Grapevine Canyon onde iniciou a construção duma casa de descanso, estilo renascença italiana, para ele e a sua mulher. A depressão dos anos 30 veio a mudar os seus planos, tendo o casal alugado quartos para sobreviver à terrível crise financeira em que se encontravam. Morreram sem herdeiros e a casa acabou por ser comprada pelo National Park Service. Ainda hoje, a frescura dos jardins contrasta com a aridez da paisagem em redor.

Esta terra abaixo do nível do mar é bem conhecida pelos extremos de temperatura entre o inverno com picos de neve e as tórridas temperaturas de verão. Sabemos, que depois da chuva, se enche inesperadamente de flores selvagens. Ao contrário do que o nome parece indicar, não é um local sem vida e existe até bastante diversidade. Na estrada, pontos negros móveis na estrada revelam ser, a curta distância, enormes tarântulas.
Fomos, claro, visitar Zabrieskie Point cujo nome Antonioni escolheu para o seu filme de 1970 com música dos Pink Floyd e Jerry Garcia. É um local notável pela sua paisagem de erosão, composta por sedimentos do lago Furnace Creek, seco há mais de 5 milhões de anos, muito antes da formação do deserto. As fotografias de Edward Weston de 1938 captaram a beleza selvagem desta paisagem de modo incomparável.
O nome foi-lhe dado por Christian Brevoort Zabriskie, director da companhia que transportava o borax das minas.

Antes de chegar à costa da Califórnia, visitámos o Yosemite National Park e as gigantes sequóias. Pernoitámos num enorme rancho, transformado em motel, onde todos os presentes se entusiasmavam pelas finais de baseball. A equipa vencedora desse ano foi Nova Iorque e os outros, sendo todos da West Coast, não viram com bons olhos a nossa claque nova-iorquina.

A famosa Route 1, que desce ao longo da costa de San Francisco a Los Angeles, estava encoberta por chuvas e nevoeiros. Aproximava-se a altura em que recomeçaríamos o retorno à East Coast.

CALIFÓRNIA, JULIAN
Lembram-se de como se vê o cheiro nos desenhos animados? Pois foi o que nos aconteceu. Ao longo da viagem sempre nos arrependemos de entrar nas grandes cidades. Mesmo San Diego, com as suas promessas de beleza, nos pareceu grande demais para quem andava há mais de um mês retirado por montanhas, desertos e pequenas vilas. Depois de uma rápida visita ao porto, apanhámos a auto-estrada rumo Este. Sem planos, deixámos a West Coast num fim de tarde. Após algumas milhas resolvemos, ao acaso, virar numa estrada secundária na direcção de umas montanhas com o sedutor nome de Chocolate Mountains. Finalmente, longe da civilização e a respirar a plenos pulmões, ali chegou ele, o tal cheiro, tão intenso que se lhe viam os contornos: nem mais nem menos que cheiro a maçã assada. Foi então que reparámos nos sinais da pequena vila em que entravámos. Julian anunciava o Festival anual de «Apple Pie». É claro que nos entregámos a uma romaria gastronómica nas variadas bancas que vendiam as deliciosas tartes. Provámos, sem dúvida, as melhores tartes de maçã que alguma vez comeríamos. Foi decerto o olfacto que nos levou ali e não o nome das montanhas como de inicio tínhamos julgado.

Seguimos, ao longo da fronteira com o México rumo às enormes extensões do Texas, onde nos pareceu óbvio que ali os homens se tornam «cowboys» assim como se tornam marinheiros no mar.
Saído duma página dos livros de Lucky Luke, visitámos o Saloon do excêntrico Juiz Roy Bean. Homem de boa aparência, filho mais novo duma família muito pobre do Kentucky, cedo se fez à estrada para tentar ganhar a vida. Com tendência para se meter em sarilhos, chegou a estar preso depois dum duelo. Conseguiu fugir da prisão escavando a sua fuga com facas que as suas várias admiradoras lhe traziam. Depois da sua morte, nos filmes de cowboys, aparecia como o juiz “enforcador”. Na realidade só sentenciou dois homens e um deles conseguiu escapar. Era a chamada Law West of Pecos!

Numa manhã chuvosa, para a qual nos vestimos cuidadosamente com os fatos impermeáveis, vimos aproximar-se a toda a extensão do horizonte uma gigantesca nuvem preta. Descontraidamente ainda parámos para tirar uma fotografia, mas muito em breve nos vimos engolidos por uma tempestade de granizo em plena Sierra Blanca. A povoação mais próxima ficava a 60 km e assim, sem abrigo onde nos escondêssemos segui, apavorada, a moto do Manuel, temendo que algum relâmpago nos atingisse. Nesta estrada deserta éramos sem dúvida o ponto mais alto do horizonte. Foi com alívio que chegámos a Van Horn. No fim da tempestade o céu abriu-se num bonito pôr-do-sol. Escolhemos calmamente um motel de camionistas à beira da linha férrea. Ali também chegou o «Alemão sem nome» molhado pela mesma chuva na sua BMW GS 80. De estatura impressionante ia sozinho rumo ao Brasil! Demos-lhe a morada de amigos no Rio de Janeiro que ele nunca contactou.

Com quase todo o Texas, parámos em Houston onde fizemos a revisão das motos e influenciados pelo ambiente, comprámos as inevitáveis botas de «cowboy».
E assim chegámos à costa do Golfo do México onde ainda se vêem vestígios da época áurea da exploração do ouro negro, grandes hotéis vazios, casinos sem sorte e toda uma estrutura larga demais para os que lá ficaram.
No Norte da Florida visitámos as famosas Wakula Springs, «a maior nascente de água doce do mundo», onde os mergulhadores nunca conseguiram atingir o fundo. As águas turquesas desta nascente espalham-se nos pântanos em redor onde vive uma enorme variedade de répteis e pássaros. Não resistimos a um banho nas águas cristalinas da nascente, mas quando nos secávamos no pontão de madeira reparámos num imóvel “aligator” que connosco se banhava nas águas. Parecem ser inofensivos, mas é sempre um pouco assustador a ideia de partilhar o banho com aqueles animais.

No dia seguinte, tentando explorar estradas escondidas, vimo-nos forçados a percorrer 30 km de areia onde as nossas motos de estrada se tornaram um tormento. Estávamos a meio de Novembro quando começámos a subir a East Coast.

NORTH CAROLINA, WILLMINGTON
Nesta antiga cidade costeira fomos hóspedes dum atarefado casal de médicos, que dividia o seu tempo entre a família, a medicina e a reconstrução de antigas casas vitorianas de madeira. Os Anderson viviam numa casa do século XIX, também por eles reconstruída, e pareciam ter o maior prazer na sua ocupação. Ele era ortopedista, o que me fez pensar que ser médico e reconstruir casas podia ter no processo algo de comum. Mas no primeiro, a incerteza do resultado contrasta com o planificado resultado do segundo.

Percorremos o resto da costa como quem já sentia perto a casa. O frio de Dezembro tornava premente concluir a viagem. A última etapa fez-se num gélido dia de Inverno. Para fechar o ciclo que um dia nos tinha levado a partir, as ruas de Nova Iorque enchiam-se de neve. Num balanço final à mesa dum café recordámos a simpatia das pessoas e a segurança que sempre tínhamos sentido. Relembrámos os simpáticos Bed & Breakfast e os caricatos motéis.

Entregámos de novo a Kawasaki ao amigo Saeed, agora com muito mais quilómetros, mas em melhor estado de manutenção. Como gastámos menos dinheiro do que tínhamos pensado, ao levar a BMW do Manuel à revisão, usei as sobras para comprar a minha BMW R65.

INFORMAÇÃO:
Distância percorrida: 16 000 km
Tempo da viagem: 50 dias
Custo: Cerca de 2000 dólares por pessoa.
Fontes de informação/inspiração:
«American Motorcycle Association»
«National Geographic Road Maps»
«Rand McNally Road Atlas»
«Bed and Breakfast USA», Nancy Kramer
«Zen and the art of motorcycle maintenance», Robert M. Pirsig
«On the road», J. Kerouac
«Easy Driver», D. Hopper

Fotos de Minnie Freudenthal e Manuel Rosário

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Escrito por

Alice Minnie Freudenthal, médica Internista pelo American Board of Internal Medicine e Ordem dos Médicos Portuguesa. Áreas de interesse; neurociência, nutrição, hábitos e treino da mente. Curso de Hipnose clínica pela London School of Clinical Hypnosis. Curso de Mindfulness Based Stress Reduction. Palestras e Workshops de diferentes temas na área da neurociência para instituições académicas, empresas e grupos.

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