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A pele da cidade


A pele da cidade

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Há locais que exercem sobre nós uma atracção especial e outros, pelo contrário, aos quais não temos qualquer vontade de voltar. As recordações que temos de certos sítios e a relação que com eles estabelecemos é feita de um conjunto de sentimentos e de sensações complexas e contraditórias. Quando nos referimos a qualquer cidade, nomeadamente à que habitamos, temos por hábito utilizar atributos que se aplicariam facilmente a um ser humano. Por isso, dizemos frequentemente que as cidades são alegres, tristes, encantadoras, calmas, inseguras, luminosas, labirínticas, deprimentes, agitadas, barulhentas, culturalmente ricas, etc., etc. Achamos até que há cidades com alma e outras, como é sabido, que nunca dormem.
Mas, tal como as pessoas, as cidades não têm só alma, também têm corpo. Será por isso que dizemos que o Tejo corre aos pés de Lisboa, que Paris está de cara lavada ou que o Central Park é o pulmão de Nova York? E pele, será que as cidades também têm pele?

Isabel Almasqué
Dezembro 2019

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Aos poucos descobri que por toda a Lisboa os azulejos, tão associados aos meus primeiros afectos, nos lançavam olhares nem sempre devolvidos. Contavam-nos histórias que fui aprendendo a ler, ou simplesmente nos sorriam em painéis como rendas ou bordados, ou tapetes brilhantes onde apetecia passar a mão e pasmar para

A pele é o nosso revestimento. É a capa através da qual os outros nos vêem e é, por assim dizer, o nosso cartão de visita. Pode ser clara ou escura, seca ou brilhante. Pode estar estragada, deslavada, enrugada ou esburacada. Mas também pode estar pintada, tatuada ou restaurada. O

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