De A a Z, tudo se pode fazer DE OUTRA MANEIRA...
 

COVID-19

FIQUE EM CASA!

Estes são tempos de excepção


Inside the Coronavirus

What scientists know about the inner workings of the pathogen that has infected the world

For all the mysteries that remain about the novel coronavirus and the COVID-19 disease it causes, scientists have generated an incredible amount of fine-grained knowledge in a surprisingly short time.

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Artigo das Sunday News da autoria de António Câmara


Desenhos do Rui Pimentel

(em confinamento)


Why Portugal’s Covid-19 test rate is more than double almost every other nation

It is one of the eurozone’s poorer countries, and has the fewest critical care beds – so how did Portugal fight back against coronavirus?

The Telegraph

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Wake up!

Dance is an art unlike any other. Movement needs flesh and space to exist. To reduce the space for a dancer Is to deprive them of their body, for an apartment can never be a stage and a wall can never be a partner.

The company of Les Ballets de Monte Carlo resumes the path to the Atelier and hopes to see you again very soon.


Daniela Hernandez explains how the body fights infection and why feeling better doesn’t equal being virus-free. The Wall Street Journal

Sugestão retirada das Sunday News de António Câmara


Desenhos do Rui Pimentel

(em confinamento)


Apresentação do plano aprovado no Conselho de Ministros de 30 de Abril 2020. Neste site do Ministério da Saúde é possível consultar a evolução diária da  pandemia, o risco de transmissibilidade (Rt), as medidas tomadas, as condições, as regras nos transportes, na praia, nas escolas…
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How Many People Die Each Day?

COVID-19 deaths can be hard to interpret without context. This graphic shows how many people die each day globally, by cause.


‘Finally, a virus got me.’

Scientist who fought Ebola and HIV reflects on facing death from COVID-19 | Science | AAAS


Best-Case and Worst-Case Scenarios

Life In the Time of COVID: An Edge Symposium
By Jared Diamond [5.7.20]


First published in 1994,THE COMING PLAGUE: Newly Emerging Diseases in a World Out of Balance was a New York Times bestseller in 1994-5. Laurie Garrett researched and wrote THE COMING PLAGUE for ten years, starting in the mid-1980s when the very premise of the effort was highly controversial.


Contigo é Pra Perder

Rita Redshoes e Camané

Letra e música de Rita Redshoes ,Vídeo Realização – Bruno Ferreira Produção – Casper Films


O Jornal alemão Bild fez uma série de denúncias do regime chinês ao longo do último mês, o que levou a embaixada da China a exigir um pedido de desculpas do jornal por “não estar a cumprir a amizade tradicional dos nossos povos”.


Carta aberta e esperançosa às gerações mais velhas

Tiago Rodrigues, Director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, escreveu uma carta aberta às gerações mais velhas, um dos tesouros inestimáveis da nossa sociedade.



100 years ago, celebrations marking the end of the First World War were cut short by the onslaught of a devastating disease – the 1918-19 influenza pandemic. Its early origins and initial geographical starting point still remain a mystery but in the Summer of 1918, there was a second wave of a far more virulent form of the influenza virus than anyone could have anticipated. Soon dubbed ‘Spanish Flu’ after its effects were reported in the country’s newspapers, the virus rapidly spread across much of the globe to become one of the worst natural disasters in human history. To mark the centenary and to highlight vital scientific research, the University of Cambridge has made a new film exploring what we have learnt about Spanish Flu, the urgent threat posed by influenza today, and how scientists are preparing for future pandemics.


China: Truth In A Pandemic


Confinés, les artistes de l’Opéra de Paris ne s’arrêtent pas de danser. Dans une vidéo réalisée par Cédric Klapisch, ils rendent hommage à tous ceux qui luttent en première ligne contre la pandémie de coronavirus. Extrait musical “Roméo et Juliette” de Serguei Prokofiev.


Um vírus, a Humanidade, e a Terra

de Vandana Shiva, in Deccan Herald APR 05 2020

Um pequeno vírus levou ao “isolamento” do mundo. Fez parar a economia global. Eliminou a vida de milhares de pessoas e o sustento de milhões. O que está o coronavírus a dizer-nos sobre nós enquanto espécie humana, sobre os nossos paradigmas dominantes em termos económicos e tecnológicos, e sobre a terra?
Primeiro, o nosso momento de isolamento vem lembrar-nos que a terra é para todas as espécies, e quando recuamos e tornamos as ruas “sem carros”, a poluição do ar diminui. Elefantes podem ir aos subúrbios de Dehradun e banhar-se no Ganges em Har Ki Pauri no [município de] Haridwar. Um leopardo anda à solta na Chandigarh de Le Corbusier.
A segunda lição é a de que esta pandemia não é uma “catástrofe natural”, tal como os extremos climáticos não são “catástrofes naturais”. As pandemias emergentes são, como as alterações climáticas, “antropogénicas” – causadas pelas actividades humanas.
A ciência está a informar-nos de que ao invadirmos os ecossistemas florestais ao destruirmos o habitat das espécies e ao manipularmos[geneticamente] plantas e animais, estamos a criar as condições para novas catástrofes. Ao longo dos últimos 50 anos, emergiram 300 novos elementos patogénicos. Está bem documentado que cerca de 70% dos elementos patogénicos humanos, incluindo o VIH, Ébola, Gripe, MERS e SARS, emergem quando os ecossistemas são invadidos e os vírus saltam dos animais para os humanos. Quando os animais são amontoados em unidades de criação intensiva para maximizar o lucro, novas doenças como a gripe suína e a gripe das aves alastram.
A ganância humana, sem respeito pelos direitos das outras espécies nem sequer pelos dos nossos pares humanos, está na origem desta pandemia e das pandemias futuras. Uma economia global baseada na ilusão do crescimento ilimitado traduz-se por um apetite sem limites face aos recursos da terra, o que por sua vez se traduz na violação ilimitada das fronteiras planetárias, das fronteiras dos ecossistemas e nas fronteiras das espécies.
A terceira lição para a qual o vírus está a despertar-nos é a de que a emergência sanitária está ligada à emergência da extinção e do desaparecimento das espécies. Está ligada à emergência climática. Quando usamos venenos como insecticidas e herbicidas para matar insectos e plantas, é inevitável uma crise de extinção. Quando queimamos carvão fóssil que a terra fossilizou há mais de 600 milhões de anos, estamos a violar as fronteiras do planeta. As alterações climáticas são [disso] a consequência.
Previsões científicas indicam que se não cessarmos esta Guerra patogénica contra a terra e as suas espécies, daqui a cem anos teremos destruído as mesmas condições que proporcionaram a evolução e a sobrevivência dos humanos. A nossa própria extinção seguir-se-á à de mais de 200 espécies que estão a ser conduzidas à extinção diariamente. Tornar-nos-emos mais uma de entre o milhão de espécies ameaçadas de extinção devido à ganância, à arrogância e à irresponsabilidade humanas.
Todas as emergências que ameaçam a vida no nosso tempo têm as suas raízes numa visão do mundo que é mecanicista, militarista e antropocêntrica dos humanos como [espécie] separada da natureza – enquanto senhores da terra que podem apropriar-se, manipular e controlar outras espécies enquanto objectos lucrativos. Está também enraizada num modelo económico
que encara os limites ecológicos e éticos enquanto obstáculos que devem ser removidos para um aumento crescente dos lucros empresariais. Este modelo não tem espaço para os direitos da Mãe Natureza, os direitos das outras espécies, os direitos dos seres humanos, e os direitos das gerações futuras.
Durante a crise e na recuperação pós-isolamento, precisamos de aprender a proteger a terra, os seus sistemas climáticos, os direitos e espaços ecológicos das espécies diferentes, dos povos indígenas, das mulheres, dos agricultores e dos trabalhadores.
Temos de nos desviar da economia da ganância e do crescimento ilimitado que nos conduziu a uma crise existencial. Temos de acordar para o facto de que somos membros de uma ‘Família da Terra’ e que a verdadeira economia é a ‘Economia do Cuidado’ – para com o planeta e para cada um de nós.
Para evitar futuras pandemias, futuras fomes e um possível cenário de pessoas dispensáveis e descartáveis, temos de avançar para além do sistema económico industrializado e globalizado que está a provocar as alterações climáticas, a empurrar as espécies para a extinção, e a disseminar doenças que ameaçam a vida. A produção local deixa espaço para que as diversas espécies, as diversas culturas e as diversas economias locais se desenvolvam.
Temos de reduzir conscientemente a nossa pegada ecológica de modo a deixarmos uma porção justa de recursos e espaço ecológico para outras espécies, todos os humanos e as gerações vindouras.
A emergência sanitária e o isolamento têm demonstrado que, quando existe vontade política, podemos [‘] desglobalizar [‘]. Tornemos esta [‘] desglobalização [‘] permanente, e optemos pela produção local em consonância com a filosofia Swadeshi [*] de Gandhi – fazer localmente.
Como no-lo ensinou a nossa experiência na Navdanya ao longo de três décadas, os sistemas locais de alimentos orgânicos e biodiversos proporcionam alimentos saudáveis a todos ao mesmo tempo que regeneram o solo, a água e a biodiversidade.
A riqueza em matéria de biodiversidade nas nossas florestas, nas nossas quintas, nos nossos alimentos, no nosso microbioma intestinal, liga o planeta, as suas diversas espécies, incluindo a humana, através da saúde, e não através da doença.
Um pequeno vírus pode ajudar-nos a dar um salto quântico para criar uma civilização ecológica à escala planetária assente na harmonia com a natureza.
Ou então, podemos continuar a viver na ilusão de que dominamos a natureza e avançar a passos largos para a próxima pandemia. E, finalmente, para a [nossa própria] extinção.
A Terra vai continuar a evoluir, connosco ou sem nós.
(A autora é uma activista ambiental, defensora da soberania das sementes e dos alimentos, e fundadora da ONG Navdanya)
[* NT: assente na interdependência da comunidade e na auto-suficiência]

Traduzido do original em inglês por Helena de Gubernatis

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Tem a melhor ferramenta para seguir o que se passa em cada país.

Autour de cette crise sanitaire, parmi tous les articles que j’ai lu, il n’y en qu’un qui sort de l’ordinaire, court, très clair et qui nous permet de réfléchir autrement, sous un autre angle. Il est écrit par un journaliste libanais et porte sur les mythes auxquels renvoient cette pandémie et qui sous-tendent consciemment ou inconsciemment toutes sortes de discours, de prises de position ou d’espoirs.

Eliane Perrin

Le Covid-19 et le mythe d’un nouveau départ

Réflexion Le Covid-19 et le mythe d’un nouveau départ

Youssef Bazzi, Al-Modon (Beyrouth)

Du déluge de Noé aux menaces écologiques, les religions tout comme les idéologies ont toujours rêvé de purifier la terre. La pandémie actuelle conforte ceux qui rêvent d’un monde meilleur, écrit Al-Modon.

L’histoire de Noé occupe une place centrale dans les monothéismes. Derrière le mythe du déluge, il y a le désir de nettoyer la terre des fautes, de la purifier et de la laver, afin de pouvoir recommencer à zéro, avec des survivants désignés par Dieu.

Et cela pour une vie meilleure, plus harmonieuse et mieux ordonnée. Nous sommes toujours tentés par cette idée du déluge en vue d’un nouveau départ.

Certes, nous craignons la mort et l’anéantissement, mais nous craignons autant la multitude, cette croissance démographique qui menace d’épuiser les ressources naturelles. C’est ce qu’a exprimé Thomas Malthus [1766-1834, économiste anglais et père des fameuses politiques malthusiennes]. Il s’agit de la vieille peur de la faim, de l’effondrement de la cité et de l’extinction de l’humanité.

Face au problème de l’inadéquation entre la production agricole et l’augmentation de la population, Malthus pensait qu’il fallait passer outre la morale et miser sur des “régulateurs” pour mettre un frein à l’exubérance démographique.

Il s’agit d’une litote. Car pour lui, ces “régulateurs” ne sont rien d’autre que la guerre, la famine, les épidémies et les maladies.

Hâter le retour du Messie

En Iran, des croyants exaltés ont appelé à laisser libre cours au coronavirus pour hâter le retour du Messie, ou du Mahdi [selon la terminologie musulmane]. Mais ils ne sont pas les seuls.

Dans chaque religion, il y a des gens qui sont convaincus de l’imminence de la fin des temps et qui s’attendent à l’apparition du sauveur qui établira le règne de la justice sur terre.

Cela n’est pas l’apanage des croyants. Certains écologistes aussi sont adeptes du fantasme d’une nature qui prendrait sa revanche sur l’humanité.

Pour eux, il est souhaitable que les hommes soient frappés d’une catastrophe majeure pour que l’univers retrouve son équilibre.

La logique de la solution finale

Puis il y a les idéologies totalitaires. Elles aussi comportent un désir de renouveau purificateur, mû par des idées proches de celles de Malthus et des idéaux d’une “société saine” et productive, débarrassée des vieux, des handicapés, des malades et des déséquilibrés mentaux.

Sans parler de l’élimination des “races inférieures”. Tous les racismes ont une tendance exterminatrice, c’est-à-dire une propension à vouloir procéder à un déluge exterminateur qui n’épargne que le groupe qui aura “mérité” la survie. C’est la logique de la solution finale.

[Durant la deuxième moitié du] XXe siècle, l’idée d’un holocauste nucléaire a pu traverser l’esprit de quelques fanatiques des deux camps, capitaliste d’un côté et communiste de l’autre. Cette variante de la solution finale était une possibilité qui pouvait se réaliser à tout moment.

Dans ce sens, l’idée d’un déluge, c’est-à-dire d’une refondation, n’a jamais été absente de notre imaginaire, même si nous tenons par ailleurs à la sacralité de la vie humaine.

Désir enfoui d’un néant régénérateur

Ce n’est jamais totalement gratuit quand on se fait des frayeurs en parlant de l’arrivée d’une météorite géante ou de l’extinction des dinosaures.

De la même manière, nous ressentons une redoutable fascination en regardant les images de villes où il semble n’y avoir âme qui vive, avec des rues vidées de leurs passants, qui donnent l’impression que c’est le silence qui règne sur la terre et dans les cieux.

Il y a même quelque chose de beau dans ce silence et dans ce monde qui tourne au ralenti, loin de la frénétique course qui dominait nos vies.

L’attente d’une météorite, l’évocation de l’extinction des dinosaures et l’imaginaire du coronavirus ne sont pas seulement l’expression d’une peur profondément ancrée.

Cela correspond aussi à un désir enfoui d’un néant régénérateur, d’une fin du monde ancien qui permette un nouveau départ, épuré, à partir de zéro.

Youssef Bazzi

Cet article a été publié dans sa version originale le 20/03/2020.

Source : Al-Modon, Beyrouth http://www.almodon.com/

Fondé en février 2013, le site “Les Villes” couvre l’actualité du Liban et du monde arabe. De tendance gauche libérale, il se veut l’expression des sociétés civiles, libanaise et arabe, impliquées dans les “printemps arabes” et en lutte contre la “tyrannie sécuritaire et religieuse”. En trois ans, Al-Modon est devenu une des sources arabes les plus fiables, les plus variées et les mieux documentées.



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Últimos Comentários
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    Outra maneira de …. 1. recuperar o sono perdido 2. aprender a cozinhar 3. tirar um curso online sobre grafologia 4. voltar a jogar gamão com os filhos.
    Uma clara felicidade dentro da infelicidade de muitos!

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