De A a Z, tudo se pode fazer DE OUTRA MANEIRA...
 

The United State of Women

Um exemplo de cidadania e de coragem

 

Não consigo ficar indiferente ao movimento das Mulheres que por todo o mundo se tem manifestado relativamente às medidas tomadas ou anunciadas pela administração Trump.

Há muitos anos que as Mulheres têm dado provas da sua capacidade de não ficar caladas quando as injustiças afetam sobretudo os outros, os menos afortunados, sejam homens, mulheres, crianças, deficientes, desalojados ou uma qualquer minoria.
Num seminário sobre negociação a que assisti há poucos meses, o orador / investigador dizia que os estudos mostram que os Homens negoceiam melhor temas que a si dizem respeito. E que as Mulheres são melhores negociadoras quando o que está em causa são 3ªs pessoas e não elas próprias.
Esta “competência” tem prejudicado em muito a evolução das Mulheres nas empresas, nas sociedades. Mas é esta competência que as faz surgir, como cidadãs, sempre que o momento o justifica, sempre que estão em causa direitos de liberdade.
Nas ultimas semanas, a rapidez com que se organizaram e “mostraram”, o sentido do comum acima do individual que revelaram, a visão da necessidade de intervir nestes momentos tão incertos, mostra mais uma vez a enorme capacidade de reagir que as Mulheres ao longo da História da Humanidade sempre demonstraram.
E isto é exercer o seu direito e dever de cidadania. É exercer o poder que ser cidadãs lhes confere.
Como mulher, apoio todos os que defendem sociedades mais inclusivas e mais diversas. Porque será na inclusão e na aceitação da diferença que encontraremos algum caminho.
Mas defender uma outra maneira de construir relações, construir sociedades, exige não aceitar o inaceitável como natural. Exige trabalho e coragem.
Coragem? Coragem é o que nunca faltou às Mulheres. Aliás, foi o próprio Papa que esta semana, numa das suas homilias, afirmou: “Esta é a minha opinião pessoal: as Mulheres são mais corajosas que os Homens”.

Isabel Viegas
Janeiro, 2017

manif mulheres
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Escrito por

É docente da Universidade Católica e consultora. Tem mais de 30 anos de trabalho em Gestão de Pessoas. Foi até Setembro de 2016 Directora de Recursos Humanos no Banco Santander.

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